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Quando o assunto envolve meios de cultura, sabe-se que há diversos tipos sob o estado sólido, líquido ou semi-sólido – todos considerados preparações que contêm, em suas formulações, nutrientes necessários para proporcionar o crescimento de microorganismos. Ressalta-se que esses nutrientes sejam considerados essenciais e em concentrações relevantes, para que não ocorra uma situação inibitória de crescimento.

Com respeito à classificação, os meios podem ser basicamente conforme as categorias abaixo explicadas:

* Meio de Cultura Seletivo: São meios que suprimem o desenvolvimento (ato de crescimento) de determinados microorganismos em benefício de outros. Popularmente explicando, eles “inibem o microorganismo na qual o usuário não deseja, e deixa prevalecer somente o que o mesmo deseja focar na análise”.

*Meio de Cultura Diferencial: Permitem a distinção entre diversos grupos de microorganismos baseando-se na capacidade de metabolização de componentes específicos do meio de cultura ou morfologia das colônias.

* Meio de Cultura Enriquecido: Estes proporcionam nutrientes favoráveis ao crescimento de microorganismos presentes geralmente sob baixos números ou de crescimento lento.

* Meio de Cultura Transporte: Por fim, estes mantêm as bactérias viáveis por mais tempo – para situações onde a semeadura imediata do material não é possível.

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De acordo com o Manual divulgado pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, denominado Descrição dos Meios de Cultura Empregados nos Exames Microbiológicos há alguns procedimentos gerais para a preparação e distribuição de meios de cultura; o controle de qualidade de esterilidade e crescimento; e recomendações gerais que divulgaremos a seguir:

 Preparação e Distribuição de Meios de Cultura

* Os meios comerciais devem ser hidratados em pequena quantidade de água até que todo o meio fique úmido e só depois deve-se acrescentar o restante da água.

* Os meios preparados não comerciais, devem ser pesados separadamente em papel manteiga ou papel alumínio e adicionados em um único frasco (normalmente em béquer), hidratar em pequena quantidade de água até que todo o meio fique úmido e só depois deve-se acrescentar o restante da água.

* Sempre que for necessário levar o meio para fundir, usar vidro Pyrex, aquecer sobre tela de amianto ou similar e tripé, no bico de Bunsen.

* Usar sempre luvas térmicas apropriadas para laboratório para manipular vidrarias quentes.

* Sempre que for usado o termo “esterilizar em autoclave”, o tempo de esterilização é de 15 minutos e a temperatura de 121°C.

* Sempre que for usado o termo “esterilizar por filtração”, usar o filtro com porosidade de 0,22 micra, recomendado para partículas bacterianas.

* Quando distribuir o meio antes de autoclavar, os tubos não precisam estar esterilizados.

* Quando distribuir o meio após a autoclavação, os tubos, frascos, placas, pipetas e vidrarias ou materiais auxiliares obrigatoriamente devem ser estéreis.

* Os meios devem ser autoclavados com as tampas semi-abertas, para que a esterilização seja por igual em todo o conteúdo dos tubos – tampas fechadas não permitem a entrada do vapor.

 Controle de Qualidade de Esterilidade e Crescimento em Meios de Cultura

* Para todos os meios confeccionados, colocar no mínimo 10% do lote preparado na estufa 35 ± 1°C por 24 horas para o controle de esterilidade.

* Não deve haver mudança de cor nem crescimento de qualquer colônia.

* Para o controle de crescimento, sempre que possível usar cepas ATCC®, que são cepas de referências de origem e padrão definido de provas para a sua caracterização.

* Se não for possível o uso de cepas ATCC®, usar cepas 100% positivas para os controles de qualidade de crescimento realizados.

 Recomendações Gerais sobre Meios de Cultura

* Evitar usar meios vencidos (liofilizados e prontos para uso); se usar, certificar-se com o controle de crescimento de que realmente está funcionando.

* Não usar meios prontos para uso em tubos ou placas que estejam ressecados.

* Observar com atenção para as instruções de alguns inóculos que são específicos para alguns meios de cultura.

* Recomenda-se o uso de tubos com tampa rosca, pois evitam o ressecamento rápido do meio (tamanho dos tubos utilizados geralmente são de 11 por 100 mm).

* As placas de Petri são de 50, 90 ou 150 mm de diâmetro.

* Todos os meios confeccionados devem ser devidamente identificados com o nome, data de fabricação, data de validade e tipo de armazenamento.

* Todos os meios de placa devem ser embalados em filme plástico PVC transparente para evitar o ressecamento.

* Evitar o uso de sacos plásticos para embalar os placas, pois a água de condensação formada facilita a proliferação de fungos; para meios de cultura em tubos, colocar em sacos plásticos, procurando tira o excesso de ar.

* Para obter este manual completo – módulo IV – com diversas outras informações interessantes, clique aqui.

Com o meio de cultura pronto e a respectiva amostra semeada no mesmo, é hora de prosseguir com as análises – e é aí que muitas vezes determinadas condições são exigidas, como o controle da temperatura sob determinado valor. Para esses casos, o equipamento para laboratório denominado Estufa de Cultura Bacteriológica é primordial para favorecer o crescimento e a multiplicação dos microorganismos. A SPLABOR conta com diversos modelos em seu portfólio, desde capacidades menores até aos mais amplos (clique aqui para conferir).

Qualquer dúvida técnica sobre os equipamentos contidos no portfólio SPLABOR e cotações, entre em contato com o Departamento de Vendas ([email protected]) que encontra-se à disposição.

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