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Pesquisadores  identificaram alterações evolutivas nas asas de mosquitos que podem ser causadas por modificações introduzidas pelo homem no meio ambiente. O processo de urbanização estaria promovendo uma pressão ambiental sobre os mosquitos, afetando suas populações. Os mosquitos da espécie Aedes aegypti são os principais vetores de transmissão dos vírus da dengue, zika, febre amarela e chikungunya. São altamente adaptados a ambientes urbanizados e raramente encontrados em áreas florestais. Já os Anopheles cruzii são os responsáveis pela transmissão, no Brasil, dos protozoários do gênero Plasmodium, os causadores da malária. São insetos de hábitos silvestres e menos comuns a ambientes urbanos.

Em dois trabalhos, pesquisadores da Universidade de São Paulo e da University of Miami procuraram modular a estrutura populacional desses mosquitos, além de investigar de que forma os diferentes níveis de urbanização afetam suas populações. O objetivo foi compreender, a partir da morfologia e da genética de populações, a estrutura populacional dessas espécies no meio ambiente paulistano urbano e não urbano. O pesquisador Marrelli é um dos responsáveis pelos dois estudos, ao lado de André Barretto Bruno Wilke, que trabalha no Departamento de Ciências da Saúde Pública da Faculdade de Medicina da University of Miami. Os resultados do estudo, que contou com apoio da FAPESP, foram publicados na revista BMC Parasites and Vectors.

A análise da morfometria das asas é um método de baixo custo para estudar a dinâmica populacional de mosquitos. Basta capturar os insetos na natureza, montá-los em lâminas para microscópio e analisar as veias das asas com um microscópio. Além do formato e do tamanho das asas, existem 18 pontos característicos das veias das asas que servem para definir tanto espécies diferentes como variedades dentro de uma mesma espécie.

O trabalho sobre a morfometria das asas do mosquito Anopheles cruzii foi feito pela bióloga Laura Cristina Multini. O estudo, com Bolsa da FAPESP, integra o projeto de pesquisa conduzido por Marrelli. Os resultados foram publicados na Acta Tropica.

“Conhecer a distinção morfológica entre as diversas populações de Anopheles cruzii e de Aedes aegyptié um modo eficiente e rápido para os agentes de saúde, por exemplo, reconhecerem se uma variedade de mosquito desenvolve maior ou menor resistência a um determinado inseticida, e agirem de acordo”, disse.  Determinada pesquisa somente foi possível graças ao uso do microscópio.

O Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realiza estudos morfológicos e ultraestruturais de poxvírus, vírus causadores da dengue, da hepatite C e de diversos outros agentes virais. Seus pesquisadores avaliam a resposta celular às infecções, estudam a caracterização ultraestrutural de vírus em tecidos, células em cultura e em vetores, e desenvolvem pesquisas de modelos animais que possam subsidiar o desenvolvimento de antígenos imunizantes para dengue, além de estudarem a morfologia. Através do microscópio  são desenvolvidos estudos importantes sobre a morfologia.

 

Alguns aspectos importantes na utilização do microscópio:

*Ligar a fonte
*Colocar a lâmina para microscópio com a preparação sobre a platina.
* Girar com cuidado o parafuso de focalização de forma a aproximar a objetiva
de 4x o mais perto possível da preparação. (Atenção: Não forçar o parafuso)
*Olhar pela ocular, girar vagarosamente o parafuso de focalização no sentido inverso até obter uma imagem nítida da preparação.
*Girar o tambor posicionando a objetiva de 10x sobre a preparação e focalizar o material girando
*MUITO lentamente o parafuso de focalização, pois o material deverá estar quase em foco. (Atenção para não aproximar demais a objetiva da lâmina)  Para uma ampliação maior (objetiva de 40x), girar o canhão e posicionar a objetiva de 40x sobre a preparação.
*Girar o parafuso de focalização (MUITO DEVAGAR) até que o material esteja em foco. (Atenção para não forçar a objetiva sobre a lâmina do microscópio , que pode quebrar)

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Fonte:https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-biologicas/urbanizacao-altera-forma-das-asas-de-mosquitos/

http://www.genoma.ib.usp.br/sites/default/files/protocolos-de-aulas-praticas/genoma_protocolo_microscopia_mar20111.pdf