VHS em Laboratório: Procedimento, Equipamentos e Qualidade Analítica
O VHS (Velocidade de Hemossedimentação) é um dos exames mais tradicionais e importantes em laboratório clínico. Apesar de sua simplicidade aparente, a execução correta do VHS em laboratório depende de precisão, equipamentos adequados e rigoroso controle de qualidade conforme RDC 302/2005.
A Splabor, com 25 anos de experiência equipando mais de 5000 laboratórios brasileiros, oferece solução completa para implementar procedimento de VHS com garantia total de qualidade analítica.
Este guia técnico aborda:
✅ O que é VHS e por que é importante
✅ Procedimento técnico passo a passo
✅ Equipamentos essenciais para execução
✅ Conformidade com RDC 302/2005 e ISO 17025
✅ Garantia de qualidade analítica
✅ Checklist prático de operação
Se você trabalha em laboratório clínico e precisa otimizar seu procedimento de VHS, este guia vai transformar sua rotina.
PARTE 1: O QUE É VHS – FUNDAMENTOS TÉCNICOS
Definição Técnica
VHS (Velocidade de Hemossedimentação), também conhecida como Taxa de Sedimentação de Eritrócitos (ESR em inglês), é o teste que mede a velocidade com que os eritrócitos (glóbulos vermelhos) se sedimentam em plasma em um período determinado.
A medição é expressa em milímetros por hora (mm/h). Um resultado mais alto indica maior taxa de sedimentação, geralmente associado a processos inflamatórios ou infecciosos.
Fundamentos Físicos
O VHS é baseado em princípios físicos simples:
- Densidade: Eritrócitos têm densidade ligeiramente maior que o plasma
- Agregação: Em presença de proteínas agudas (fibrinogênio, imunoglobulinas), eritrócitos se agregam
- Sedimentação: A agregação aumenta o peso da partícula, acelerando a sedimentação
Importância Clínica
VHS é usado para:
- Diagnosticar inflamação sistêmica
- Monitorar atividade de doenças reumáticas
- Acompanhar infecções
- Avaliar resposta a tratamento
- Triagem geral de saúde
Conformidade: RDC 302/2005 exige que laboratório realize VHS conforme ISO 4590 com controle de qualidade rigoroso.
PARTE 2: PROCEDIMENTO TÉCNICO COMPLETO
Pré-Requisitos
Antes de iniciar o procedimento de VHS em laboratório, confirme:
- Amostra de sangue coletada corretamente em tubo com anticoagulante EDTA
- Amostra dentro do prazo de validade (máximo 4 horas a temperatura ambiente)
- Tubo com identificação clara do paciente
- Equipamentos disponíveis (suporte de tubos, tubo Westergren)
Materiais Necessários
- Tubo Westergren (ou Modificado) – tubo capilar de 200mm
- Suporte Westergren ou rack de VHS
- Manguito de borracha ou clipe para fechamento
- Pipeta de vidro de 1mL (ou pipetador automático)
- Sangue com EDTA (anticoagulante)
- Solução salina 0,9% (normal)
- Relógio cronômetro ou timer
- Papel absorvente
- Descartáveis (luvas, máscaras)
Procedimento Passo a Passo
Passo 1: Preparação da Amostra (5 minutos)
- Remova a amostra do refrigerador (2-8°C) e deixe atingir temperatura ambiente
- Homogeneizar suavemente o tubo (virar 8-10 vezes)
- Verifique que sangue está bem misturado com anticoagulante
- Se houver coágulo, DESCARTE a amostra e solicite nova coleta
Conformidade: RDC 302/2005 exige que procedimento de coleta seja documentado.
Passo 2: Preenchimento do Tubo Westergren (10 minutos)
- Colocar o tubo Westergren no suporte ou rack
- Com pipeta estéril, preencher o tubo até marca “0” (nível de 200mm)
- Usar apenas sangue sem diluição (método clássico) OU
- Usar sangue diluído 1:4 em solução salina (método modificado)
- Fechar o tubo inferior com manguito de borracha ou clipe
- Remover bolhas de ar (se houver)
- Colocar o tubo na posição VERTICAL (ângulo 0°)
Crítico: Qualquer inclinação afeta a velocidade de sedimentação. Usar equipamento adequado garante verticalidade.
Passo 3: Incubação e Sedimentação (60 minutos)
- Deixar o tubo em repouso completo por 60 minutos
- Temperatura ambiente: 18-24°C (CRÍTICO)
- Sem vibrações ou movimento
- Sem luz solar direta
- Não mexer no tubo durante incubação
Passo 4: Leitura do Resultado (1 minuto)
- Após exatos 60 minutos, medir a altura de plasma claro acima dos eritrócitos
- Ler o valor em milímetros
- Registrar o resultado em mm/h
- Usar escala Westergren (200mm total)
Conformidade: ISO 4590 exige leitura entre 58-62 minutos após preenchimento.
Passo 5: Limpeza e Descarte
- Descartar tubo usado em lixo biológico
- Limpar suporte com álcool 70%
- Registrar resultado no LIS (Laboratory Information System)
- Documentar data, hora e operador
PARTE 3: EQUIPAMENTOS ESSENCIAIS PARA VHS
- Tubo Westergren
Especificação: Tubo capilar de vidro com 200mm de comprimento, 2,55mm de diâmetro interno Marca confiável: Splabor fornece tubos validados conforme ISO 4590 Custo: R$ 2-5 por tubo (descartável)
Validade: Verificar data de fabricação. Vidro degradado afeta sedimentação.
- Suporte/Rack de VHS
Função: Manter tubos em posição VERTICAL (0°) durante 60 minutos Material: Metal ou plástico resistente Capacidade: 6-20 tubos simultâneos Conformidade: Splabor oferece racks validados com precisão de verticalidade
Investimento: R$ 100-1.500 para rack de 20 posições
- Incubadora de Temperatura Controlada
Para laboratórios que precisam executar múltiplos VHS em temperatura controlada (18-24°C):
Função: Manter temperatura estável durante 60 minutos Investimento: R$ 3-8k Benefício: Maior precisão e controle de variáveis
- Cronômetro Digital
Essencial para registrar tempo exato de incubação Precisão: ±1 segundo Investimento: R$ 50-200
- Pipetador Automático (Opcional)
Para laboratórios com alto volume:
Volume: 1mL Precisão: ±5% Investimento: R$ 2-5k Benefício: Reduz erro humano
TABELA 1: EQUIPAMENTOS ESSENCIAIS PARA VHS – ESPECIFICAÇÕES

PARTE 4: CONFORMIDADE RDC 302/2005 E ISO 17025
Requisitos Obrigatórios (RDC 302/2005)
Laboratório que executa VHS DEVE ter:
✅ Procedimento documentado e validado
✅ Pessoal treinado especificamente em VHS
✅ Equipamentos calibrados e validados
✅ Controle de qualidade interno (CQI) diário
✅ Controle de qualidade externo (CQE) mensal
✅ Registros de manutenção e validação
✅ Limpeza e desinfecção de equipamentos
Penalidades por não-conformidade: Laboratório pode perder acreditação ANVISA.
Validação de Método (ISO 17025)
Para acreditar o resultado de VHS, laboratório deve demonstrar:
- Precisão: Repetibilidade (intra-ensaio) e reprodutibilidade (inter-ensaio)
- Exatidão: Proximidade ao valor verdadeiro
- Linearidade: Resultado proporcional ao analito
- Especificidade: Capacidade de medir apenas VHS
- Incerteza de medição: Erro estimado do resultado
Splabor oferece consultoria em validação de método.
Controle de Qualidade Interno (CQI)
Usar amostra controle (pool de sangues) diariamente:
- Resultado esperado: ±3 mm/h da média histórica
- Documentar resultado
- Investigar se fora do intervalo aceitável
- Possíveis causas: temperatura, tubo degradado, sangue inadequado
Controle de Qualidade Externo (CQE)
Participar mensalmente em programa de CQE (Proficiency Test):
- Laboratório recebe amostra controle anônima
- Executa VHS normalmente
- Envia resultado para avaliador
- Comparação com outros laboratórios
- Evidência de competência técnica
Conformidade: Obrigatório para acreditação ISO 17025.
PARTE 5: GARANTIA DE QUALIDADE ANALÍTICA
Fatores Críticos de Qualidade
Temperatura
- Especificação: 18-24°C (crucial!)
- Erro: Cada 1°C de variação muda resultado em ~1-2%
- Solução: Usar incubadora controlada ou termômetro
Tempo de Incubação
- Especificação: Exatamente 60 minutos (±2 min máximo)
- Erro: Leitura antes/depois altera resultado significativamente
- Solução: Cronômetro digital preciso
Posição do Tubo
- Especificação: Rigorosamente vertical (0°)
- Erro: Inclinação de 1° pode aumentar sedimentação em 3-5%
- Solução: Usar suporte validado
Idade da Amostra
- Especificação: Máximo 4 horas após coleta
- Erro: Amostra envelhecida muda viscosidade e agregação
- Solução: Executar VHS imediatamente após coleta
Qualidade do Anticoagulante
- Especificação: EDTA tripotássico
- Erro: EDTA inadequado causa coágulo e invalida teste
- Solução: Usar tubos coletores validados (Splabor fornece)
Valores de Referência
Resultados podem variar por:
- Sexo (mulheres: 0-20 mm/h; homens: 0-15 mm/h)
- Idade (aumenta com idade)
- Método (Westergren vs modificado)
Cada laboratório DEVE estabelecer seus valores de referência conforme população atendida.
TABELA 2: FATORES CRÍTICOS DE QUALIDADE – EFEITO NO RESULTADO

PARTE 6: ERROS COMUNS EM PROCEDIMENTO DE VHS
❌ Tubo inclinado durante incubação
✅ Solução: Usar suporte que garanta verticalidade absoluta
❌ Variação de temperatura (20°C → 30°C)
✅ Solução: Usar incubadora controlada ou sala com termostato
❌ Leitura antes de 60 minutos completos
✅ Solução: Cronômetro digital para precisão
❌ Amostra com coágulo
✅ Solução: Solicitar nova coleta em tubo com anticoagulante adequado
❌ Tubo Westergren danificado ou muito antigo
✅ Solução: Usar tubos novos, validados, com data de fabricação recente
❌ Falta de CQI (Controle de Qualidade Interno)
✅ Solução: Implementar amostra controle diariamente
❌ Resultado registrado manualmente sem rastreabilidade
✅ Solução: Usar LIS que vincula equipamento, operador, data e hora
PARTE 7: CASOS REAIS – IMPACTO DE PROCEDIMENTO INADEQUADO
Caso 1: Laboratório Sem Incubadora Controlada
Problema: Realizava VHS à temperatura ambiente variável (18-28°C) Resultado: Resultados inconsistentes, desvio até 10 mm/h Impacto: Diagnóstico duvidoso, reclamações de pacientes Solução: Investimento em incubadora com controle de temperatura Ganho: Resultados confiáveis, acreditação ANVISA obtida
Caso 2: Tubo Westergren Inadequado
Problema: Usando tubos antigos (>2 anos), vidro degradado Resultado: Sedimentação irregular, leitura imprecisa Impacto: Laboratório reprovado em CQE (Proficiency Test) Solução: Trocar para tubos Splabor validados conforme ISO 4590 Ganho: Conformidade total em auditoria de qualidade
FAQ: DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE VHS EM LABORATÓRIO
P: VHS é afetado por exercício físico?
R: SIM. Exercício intenso antes da coleta pode elevar VHS. Recomendar repouso 15 minutos antes.
P: Gestantes têm VHS naturalmente elevado?
R: SIM. Gestantes podem ter VHS 30-40 mm/h sem doença. Usar valores de referência específicos.
P: Posso reutilizar o tubo Westergren?
R: NÃO. Tubo Westergren é descartável. Reutilização invalida o teste.
P: Qual é a incerteza de medição aceitável para VHS?
R: Máximo ±3 mm/h ou ±15% (o que for maior), conforme ISO 4590.
P: Quanto custa validar método de VHS conforme ISO 17025?
R: Splabor oferece consultoria especializada. Investimento típico: R$ 2-10k.
P: VHS pode diagnosticar doença específica?
R: NÃO. VHS é inespecífico — indica apenas inflamação. Sempre correlacionar com clínica.
P: Qual é a diferença entre método Westergren e modificado?
R: Westergren usa sangue não diluído (200mm). Modificado usa diluição 1:4 (tubo menor). Westergren é padrão ouro.
P: Amostra hemolisada afeta VHS?
R: SIM. Hemólise aumenta viscosidade e pode falsear resultado. Solicitar nova coleta.
CHECKLIST PRÁTICO – CONFORMIDADE TOTAL EM VHS
✅ Procedimento documentado (versão controlada)
✅ Pessoal treinado (registro de treinamento)
✅ Tubos Westergren validados conforme ISO 4590
✅ Suporte/Rack com verticalidade certificada
✅ Controle de temperatura (18-24°C)
✅ Cronômetro digital calibrado
✅ Amostra controle para CQI diário
✅ Registro de CQI (últimos 30 dias)
✅ Participação em CQE/PT mensal
✅ Manutenção e limpeza de equipamentos
✅ Incerteza de medição documentada
✅ Valores de referência do laboratório
✅ LIS com rastreabilidade total
✅ Registros auditáveis (últimos 2 anos)
Sem esses itens, laboratório não está em conformidade RDC 302/2005.
TABELA 3: CHECKLIST DE CONFORMIDADE – VHS EM LABORATÓRIO

CONCLUSÃO
VHS em laboratório é exame simples, mas sua execução correta exige rigor técnico, equipamentos validados e controle de qualidade constante. Laboratórios que negligenciam VHS comprometem toda sua credibilidade diagnóstica.
A Splabor tem 25 anos implementando procedimentos de VHS em laboratórios brasileiros. Sabemos exatamente o que funciona — desde tubo Westergren validado até incubadora com controle de temperatura.
Se seu laboratório precisa implementar ou otimizar procedimento de VHS conforme RDC 302/2005:
📞 Telefone direto: +55 (18) 39087077
💬 WhatsApp (consultoria técnica): +55 (18) 99608-9091
📧 Email especialista: cotacao@splabor.com.br
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