Autoclave ou estufa? Essa é uma das dúvidas mais comuns na hora de montar ou atualizar um laboratório. Os dois equipamentos esterilizam com calor, mas funcionam de formas diferentes e são indicados para materiais diferentes. Escolher o método errado pode significar uma esterilização ineficaz ou um material danificado.
Neste guia você vai entender a diferença entre autoclave e estufa, quais materiais vão em cada equipamento e como decidir qual é o certo para a rotina do seu laboratório.
A diferença principal: calor úmido e calor seco
A autoclave esteriliza com calor úmido: vapor de água saturado, sob pressão. O vapor transfere calor com muita eficiência e provoca a coagulação das proteínas dos microrganismos. Por isso, o processo é rápido e acontece em temperaturas mais baixas.
A estufa esteriliza com calor seco: ar quente, sem umidade. O ar transfere calor de forma mais lenta, e a morte dos microrganismos acontece principalmente por oxidação. Por isso, a estufa exige temperaturas mais altas e tempos mais longos.
Autoclave x estufa: comparação

Os tempos indicados contam a partir do momento em que toda a carga atinge a temperatura. Em qualquer caso, siga o ciclo validado para a sua carga.
Quando usar a autoclave
A autoclave é a escolha certa quando o material contém água ou precisa ser esterilizado sem ser exposto a temperaturas muito altas:
- Meios de cultura e soluções aquosas.
- Descontaminação de resíduos de risco biológico antes do descarte.
- Plásticos resistentes ao vapor, como ponteiras e tubos de polipropileno.
- Tecidos, gazes e materiais porosos.
Em serviços de saúde, o processamento de produtos para saúde segue a RDC nº 15/2012 da ANVISA, e a esterilização a vapor é o método mais adotado. Saiba mais no guia completo sobre autoclave.
Quando usar a estufa
A estufa é a escolha certa quando o material suporta altas temperaturas e não pode, ou não precisa, entrar em contato com umidade:
- Vidrarias de laboratório, que ainda saem secas e prontas para uso.
- Instrumentos metálicos, sem risco de corrosão pelo vapor.
- Pós, óleos e substâncias anidras, que o vapor não penetra.
- Secagem de amostras e determinação de umidade.
Entenda os tipos e os critérios de escolha no guia sobre estufa de esterilização e secagem.
Vantagens e limitações de cada método
Autoclave:
- Vantagens: ciclos rápidos, temperatura menor, alta penetração em materiais porosos e em líquidos.
- Limitações: pode corroer metais que não são inoxidáveis, não esteriliza pós e óleos, e exige água de qualidade adequada.
Estufa:
- Vantagens: não corrói metais, seca enquanto esteriliza, processa pós e óleos, e tem operação simples.
- Limitações: ciclos longos, temperaturas altas que danificam plásticos e borrachas, e não serve para líquidos.
Preciso dos dois equipamentos?
Na maioria dos laboratórios de microbiologia e análises clínicas, sim. Os dois são complementares: a autoclave cuida dos meios de cultura, dos líquidos e dos resíduos biológicos, e a estufa cuida das vidrarias e da secagem. Laboratórios de química e de controle de qualidade, que trabalham mais com vidrarias e secagem de amostras, muitas vezes começam só com a estufa.
Perguntas frequentes
Posso esterilizar meio de cultura na estufa?
Não. O calor seco evapora a água e degrada o meio. Meios de cultura devem ser esterilizados em autoclave.
Posso esterilizar vidraria na autoclave?
Pode, mas ela sai úmida e precisa secar antes do uso. Na estufa, a vidraria sai estéril e seca no mesmo ciclo.
Qual é mais rápido?
A autoclave. Um ciclo a 121 °C dura de 15 a 30 minutos de exposição, contra 1 a 2 horas na estufa, sem contar o aquecimento e o resfriamento.
Qual consome menos energia?
Em geral, a autoclave, porque trabalha em temperatura menor e por menos tempo. O consumo real depende do tamanho do equipamento e da frequência de uso.
Autoclave e estufa com atendimento em todo o Brasil
A Splabor, com sede em Presidente Prudente (SP), fornece autoclaves e estufas para laboratórios de todos os estados do Brasil e ajuda cada cliente a definir o método de esterilização mais adequado à sua rotina. Com mais de 25 anos de mercado, e certificação ONIP, entrega o equipamento com instalação, calibração e validação técnica.
Solicite uma cotação
Conheça os modelos:
Fale com um especialista pelo WhatsApp (18) 99608-9091, pelo telefone (18) 3908-7077 ou pelo e-mail cotacao@splabor.com.br.
Referências
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Farmacopeia Brasileira. 6. ed. Brasília: ANVISA, 2019.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 mar. 2012.
HIRATA, M. H.; HIRATA, R. D. C.; MANCINI FILHO, J. Manual de biossegurança. 3. ed. Barueri: Manole, 2017.
RUTALA, W. A.; WEBER, D. J.; HEALTHCARE INFECTION CONTROL PRACTICES ADVISORY COMMITTEE. Guideline for disinfection and sterilization in healthcare facilities, 2008. Atlanta: CDC, 2008.
TEIXEIRA, P.; VALLE, S. (org.). Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar. 2. ed. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2010.