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De cada 100 pessoas que são picadas por mosquitos infectados com o vírus da febre amarela, cerca de 10% desenvolverão sintomas da doença. Embora a maioria dos infectados com o vírus da febre amarela não desenvolva a doença, cerca de 40% dos que apresentam sintomas acabam morrendo. “A infecção da febre amarela foi confirmada pela técnica de PCR , utilizando um aparelho de laboratório, o termociclador em tempo real no sangue coletado na admissão ou em tecidos na autópsia. Sequenciamos o genoma completo do vírus da febre amarela de indivíduos infectados e avaliamos os achados demográficos, clínicos e laboratoriais na admissão. Investigamos se qualquer uma dessas medidas se correlacionava com o óbito do paciente”, disse o pesquisador Kallás.

 

“Muitos pacientes que dão entrada no sistema de saúde com diagnóstico de febre amarela ainda não estão muito doentes. Vários chegam caminhando ao hospital, mas o que se observa nos dias seguintes é um quadro de piora acentuada, que muitas vezes leva ao óbito”, disse Esper Kallás, professor titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).  A identificação precoce é primordial.

O termociclador é um equipamento para laboratório utilizado para realizar uma técnica de biologia molecular chamada PCR (Polymerase ChainReaction – Reação em Cadeia da Polimerase), que objetiva isolar e amplificar fragmentos alvo de DNA e é amplamente utilizada em pesquisas nas áreas das ciências biológicas, saúde, agropecuária, em diagnósticos animal, vegetal e humano, bem como na medicina forense. O funcionamento do termociclador  consiste em realizar ciclos de temperatura variáveis, sendo que o sucesso da reação depende basicamente de três fatores:  a velocidade das rampas de subida e descida de temperatura; a precisão e estabilidade da temperatura estipulada no programa;  overshoot reduzido ao final das rampas de temperatura.  A aplicação da PCR de forma automatizada utilizando um termociclador  permitiu o esclarecimento das características genéticas do Trypanossoma cruzi, parasita causador da doença de Chagas, da leishmaniose, da hanseníase e da febre amarela, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de novas formas de tratamento e diagnóstico dessas doenças.

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Fonte : http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/5998

http://agencia.fapesp.br/risco-de-morte-por-febre-amarela-pode-ser-identificado-mais-cedo/31071/