Estufa bacteriológica e incubadora de CO2 parecem equipamentos parecidos: as duas aquecem uma câmara e mantêm a temperatura estável. Mas elas atendem a organismos diferentes, e escolher a errada significa culturas que não crescem ou investimento acima do necessário.

Neste guia, você vai ver a diferença entre estufa e incubadora de CO2, quando usar cada uma, os casos que geram dúvida e onde entra a incubadora BOD.

O que é uma estufa bacteriológica?

A estufa bacteriológica, também chamada de estufa de cultura microbiológica, mantém uma temperatura estável acima da ambiente para o crescimento de bactérias, fungos e leveduras. Ela controla apenas a temperatura. Não controla CO2 nem umidade.

É usada em análises microbiológicas de alimentos, água e produtos, testes de esterilidade, controle de qualidade e laboratórios de ensino.

Incubadora de CO2 vs. Estufa Microbiológica: Qual escolher?

O que é uma incubadora de CO2?

A incubadora de CO2 controla ao mesmo tempo temperatura, concentração de CO2 e umidade. Ela foi feita para células animais e humanas, que dependem do CO2 para manter o pH do meio de cultura. O CO2 reage com o bicarbonato do meio e mantém o pH entre 7,2 e 7,4. Sem ele, o meio fica alcalino e as células perdem viabilidade.

Entenda em detalhes como funciona uma incubadora de CO2.

Incubadora de CO2 vs. Estufa Microbiológica: Qual escolher?

Diferenças entre estufa e incubadora de CO2

Incubadora de CO2 vs. Estufa Microbiológica: Qual escolher?

Quando usar cada equipamento

Use a estufa bacteriológica para:

  • Contagem e isolamento de bactérias, fungos e leveduras.
  • Análises microbiológicas de alimentos, água e cosméticos.
  • Testes de esterilidade e de controle de qualidade.

Use a incubadora de CO2 para:

  • Cultivo de células de mamíferos, como fibroblastos, células epiteliais e linhagens tumorais.
  • Células-tronco e culturas primárias.
  • Produção de vacinas, terapia celular e reprodução assistida.

Casos que geram dúvida

Bactérias que precisam de CO2: algumas bactérias, como Neisseria, Haemophilus e Streptococcus pneumoniae, crescem melhor em atmosfera com cerca de 5% de CO2. Nesses casos, o laboratório de microbiologia usa incubadora de CO2 ou uma jarra de CO2 dentro da estufa.

Células de inseto: linhagens como a Sf9 são cultivadas a 27–28 °C, em meios sem bicarbonato, e não precisam de CO2. Uma incubadora sem CO2 atende.

Cultivo abaixo da temperatura ambiente: se o método exige temperaturas baixas, como na DBO, no cultivo de fungos ou em ensaios de germinação, nem a estufa nem a incubadora de CO2 servem. O equipamento indicado é a [incubadora BOD]([link BOD]), que aquece e refrigera.

Como escolher

  1. Qual organismo você cultiva? Microrganismos: estufa. Células animais e humanas: incubadora de CO2.
  2. O meio de cultura usa bicarbonato? Se sim, é preciso CO2.
  3. A temperatura do método fica abaixo da ambiente? Se sim, a opção é a BOD.
  4. Há exigência de controle de contaminação? A incubadora de CO2 conta com filtragem HEPA e, em alguns modelos, esterilização por calor.

Perguntas frequentes

Posso usar uma estufa no lugar de uma incubadora de CO2?
Não para células animais e humanas. Sem CO2 e umidade, o pH do meio sobe e o meio evapora.

Posso usar uma incubadora de CO2 para bactérias?
Pode, especialmente para bactérias que precisam de CO2. Para microbiologia de rotina, a estufa atende com custo menor.

Qual a diferença entre estufa bacteriológica e estufa de secagem?
A bacteriológica trabalha em temperaturas próximas às de crescimento dos microrganismos. A de secagem e esterilização trabalha em temperaturas bem mais altas, para secar vidrarias e materiais.

Qual a diferença entre incubadora BOD e estufa bacteriológica?
A BOD aquece e refrigera, permitindo temperaturas abaixo da ambiente. A estufa bacteriológica só aquece.

Equipamentos com a Splabor

Com mais de 25 anos de mercado e certificação ONIP, a Splabor fornece estufas bacteriológicas, [incubadoras BOD]([link BOD]) e incubadoras de CO2, e é distribuidora oficial da Midea Biomedical no Brasil. Com sede em Presidente Prudente/SP, atendemos laboratórios em todo o Brasil.

Fale com a nossa equipe para indicar o equipamento certo para a sua rotina:

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Referências

FRESHNEY, R. I. Culture of Animal Cells: A Manual of Basic Technique and Specialized Applications. 7. ed. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2016.

MURRAY, P. R.; ROSENTHAL, K. S.; PFALLER, M. A. Medical Microbiology. 9. ed. Philadelphia: Elsevier, 2020.

PROCOP, G. W. et al. Koneman’s Color Atlas and Textbook of Diagnostic Microbiology. 7. ed. Philadelphia: Wolters Kluwer, 2017.

ATCC – American Type Culture Collection. ATCC Animal Cell Culture Guide. Manassas: ATCC.