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Controle de Temperatura em Laboratório: Boas Práticas e Normas Aplicáveis

Sumário

O controle de temperatura em laboratório é um dos fatores mais críticos para a validade dos resultados analíticos. Pequenas variações térmicas podem comprometer reações químicas, crescimento microbiológico, estabilidade de amostras e desempenho de equipamentos, gerando desvios, retrabalho e não conformidades em auditorias.

Este conteúdo integra o Manual Prático de Rotina Laboratorial e aprofunda, de forma aplicada, como estruturar o controle de temperatura, quais pontos devem ser monitorados, como registrar corretamente, como agir diante de desvios e como atender às exigências normativas.

📘 Este artigo faz parte do Manual Prático de Rotina Laboratorial.

Por que o controle de temperatura é tão importante?

A temperatura influencia diretamente:

A reprodutibilidade dos resultados

A estabilidade de reagentes e amostras

O crescimento microbiano em ensaios microbiológicos

O desempenho de métodos analíticos

A confiabilidade dos laudos

Em auditorias, falhas no controle térmico costumam ser classificadas como não conformidades relevantes, pois afetam diretamente a integridade dos resultados.

O que as normas exigem sobre controle de temperatura?

A ISO/IEC 17025 (Requisito 6.3 – Instalações e condições ambientais) estabelece que o laboratório deve:

Monitorar condições ambientais que influenciem os resultados

Manter registros confiáveis

Controlar, quando necessário, temperatura e umidade

Avaliar impactos de desvios sobre os resultados

Além disso, normas específicas, como a ISO 7218 (microbiologia de alimentos), trazem exigências claras sobre faixas de temperatura, incubação e armazenamento.

📌 Importante: controlar não é apenas medir — é registrar, analisar e agir.

Termômetros, sensores e controladores de temperatura só garantem medições confiáveis quando estão devidamente calibrados.

👉 Calibração de Equipamentos Laboratoriais: Requisitos da ISO/IEC 17025

Pontos críticos de controle de temperatura no laboratório

Os principais pontos que exigem monitoramento sistemático incluem:

Geladeiras e refrigeradores

Freezers

Incubadoras

Estufas

Banhos-maria

Câmaras climáticas

Salas climatizadas (quando aplicável)

📌 Regra prática: se o equipamento armazena, aquece, resfria ou mantém uma amostra em condição controlada, ele deve ser monitorado.

Boas práticas para o controle de temperatura

Monitoramento

Frequência definida (diária ou contínua)

Uso de sensores ou termômetros calibrados

Leitura em horários padronizados

Monitoramento contínuo para pontos críticos

Registros

Registros claros e legíveis

Identificação do equipamento

Data, horário e responsável

Arquivamento organizado

Limites e desvios

Definição clara de faixas aceitáveis

Registro imediato de desvios

Avaliação de impacto sobre amostras

Ação corretiva documentada

Erros comuns observados em auditorias

Entre as falhas mais recorrentes relacionadas ao controle de temperatura, destacam-se:

Ausência de registros

Registros feitos “de memória”

Uso de termômetros não calibrados

Falta de ação diante de desvios

Equipamentos sobrecarregados

Falta de plano de contingência

O controle de temperatura só pode ser comprovado por meio de registros técnicos completos e rastreáveis.

👉 Rastreabilidade Analítica: Como Atender à ISO/IEC 17025 no Laboratório

📌 Essas falhas comprometem diretamente a validade dos ensaios.

Matriz de risco térmico (exemplo prático)
Risco identificado Impacto Probabilidade Ação recomendada
Falha de geladeira Alto Médio Equipamento reserva + avaliação
Oscilação térmica Médio Médio Manutenção preventiva
Superlotação Médio Alto Reorganização interna

📌 Boa prática: revisar a matriz de risco periodicamente.

Indicadores de desempenho para controle térmico

Acompanhar indicadores ajuda a prevenir falhas antes que se tornem críticas:

📊 % de registros realizados corretamente
Meta: 100%

📊 Número de desvios térmicos por mês
Meta: tendência de redução

📊 Tempo de resposta a desvios
Meta: imediato

Integração do controle de temperatura com a rotina do laboratório

O controle térmico deve estar integrado à rotina diária:

Checklists operacionais

POPs claros e acessíveis

Treinamento da equipe

Revisão periódica dos registros

Integração com planos de manutenção

📌 Controle eficaz = monitoramento + registro + ação.

🧾 Temperatura controlada também precisa estar documentada
Sem registros confiáveis, não há como comprovar a integridade das análises.

👉 Continue o manual: Rastreabilidade Analítica: Como Atender à ISO/IEC 17025 no Laboratório
(link interno para o Post 5)

Base normativa e regulatória

ISO/IEC 17025 – Requisito 6.3 (Condições ambientais)

ISO 7218 – Microbiologia de alimentos

Boas Práticas de Laboratório

Regulamentos específicos conforme área de atuação

FAQ – Perguntas Frequentes

Todo equipamento precisa ter controle de temperatura?

Todo equipamento cuja temperatura influencia o resultado analítico deve ser monitorado e registrado.

Posso usar termômetro sem calibração?

Não. Instrumentos de medição de temperatura devem ser calibrados para garantir confiabilidade.

O que fazer em caso de desvio térmico?

Registrar o desvio, avaliar o impacto sobre as amostras, implementar ação corretiva e documentar todo o processo.

🧾 Próximo passo no manual

Além de controlar a temperatura, é essencial garantir que todas as informações estejam corretamente registradas e rastreáveis.

👉 Rastreabilidade Analítica: Como Atender à ISO/IEC 17025 no Laboratório

Conclusão

O controle de temperatura em laboratório é um pilar essencial da qualidade analítica. Monitorar, registrar e agir de forma sistemática reduz riscos, evita retrabalho e assegura conformidade com normas e auditorias.

Laboratórios que tratam o controle térmico como parte integrante da rotina — e não como obrigação pontual — operam com mais segurança, eficiência e credibilidade.

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Conte com suporte técnico especializado, equipamentos adequados e orientação profissional para garantir estabilidade e conformidade.

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Redator do Site SP Labor

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