O Ágar Bile Esculina é um meio de cultura seletivo e diferencial amplamente utilizado em laboratórios de microbiologia clínica, ambiental, de alimentos e pesquisa científica para a identificação presuntiva de microrganismos do grupo Enterococcus e estreptococos do grupo D. Seu princípio baseia-se na capacidade desses microrganismos de hidrolisar a esculina na presença de sais biliares.
Trata-se de um meio clássico, consagrado em protocolos microbiológicos, sendo fundamental em rotinas que exigem diferenciação rápida e confiável de microrganismos de interesse sanitário e clínico.
O Ágar Bile Esculina contém sais biliares que inibem o crescimento da maioria das bactérias Gram-positivas não entéricas, tornando o meio seletivo. A esculina presente no meio é hidrolisada por microrganismos capazes de crescer na presença de bile, liberando esculetina, que reage com íons férricos e produz um escurecimento característico do meio, geralmente marrom a preto.
Essa reação visual permite a identificação presuntiva rápida dos microrganismos capazes de hidrolisar a esculina, sendo amplamente utilizada como etapa confirmatória em análises microbiológicas clínicas, ambientais e de alimentos.