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A rotina de um laboratório de análises clínicas exige cada vez mais processos ainda mais rápidos, que proporcionem resultados confiáveis, não deixando de garantir a biossegurança ao analista que realiza esses procedimentos. Praticamente todo exame de sangue inicia-se com a etapa de coleta na qual é necessário a utilização de um tubo apropriado para essa operação. O mercado atualmente oferece diversos tipos desses tubos para coleta de sangue, contendo diferentes características, para viabilizar um processo pré-analítico apropriado e eficiente dentre de um laboratório.

É claro que cada laboratório de análises clínicas  adequa-se à sua respectiva rotina, levando em consideração um planejamento de custos, qualidade, matéria-prima e preferência no momento da coleta do material sanguíneo. Para cada tipo de análise, a amostra deve ser coletada em tubos de coleta específicos, sendo de extrema importância conhecê-los para a realização correta do exame. Caso contrário, ou seja, se o material for colhido em recipiente inadequado, haverá rejeição e descarte pelo laboratório já que não terá validade para a realização da análise.

Quais são os tubos para coleta de sangue?

 A SPLABOR possui em seu portfólio os tubos da linha OLEN, na qual serão apresentados a seguir de acordo com suas características e funções. Os mesmos são tubos de coleta de sangue a vácuo, que já são fabricados com o volume exato correspondente ao aditivo determinado ao exame solicitado, preservando a qualidade da amostra. Consequentemente, os índices de recoleta e erros pré-analíticos são reduzidos, ou até mesmo zerados quando os funcionários são treinados e capacitados corretamente. Outra vantagem é a rapidez no atendimento, além da segurança ao profissional de saúde.

ATIVADOR DE COÁGULO (Tampa Vermelha)

Esse tubo possui ativador de coágulo (sílica) jateado em sua parede, fazendo com que o processo de coagulação da amostra seja acelerado. É utilizado para determinação em soro nas áreas de bioquímica e sorologia. Podem ser utilizados também para tipagem ABO, RH, pesquisa de anticorpos, fenotipagem eritrocitária e teste de antiglobulina direta. Há modelos com volume de 4 ml ou 6 ml (tabela abaixo):

ATIVADOR DE COÁGULO + GEL (Tampa Amarela)

Contém ativador de coágulo jateado em sua parede, o que faz com que o processo de coagulação seja acelerado e gel separador para obtenção de um soro com melhor qualidade. O mesmo é utilizado em rotinas de bioquímica, sorologia, imunologia, marcadores cardíacos e tumorais. Há modelos com volumes de 3,5 ml ou 5 mL (tabela abaixo):

CITRATO DE SÓDIO (Tampa Azul)

 

O citrato de sódio tamponado é utilizado para prova de coagulação em amostras. Diferentes concentrações de citrato de sódio podem ter efeitos significativos nas análises de TP e TTPa. Estão disponíveis em duas concentrações: 0,109 mol/L (3,2%) e 0,129 mol/L (3,8%). A proporção é de 1 parte de citrato de sódio para 9 de sangue (1:9) (tabela abaixo):

EDTA (Tampa Lilás / Roxa)

Neste tubo há presença de EDTA K2 ou K3 jateado na parede do tubo e são utilizados em bancos de sangue. O EDTA é o anticoagulante recomendado para rotinas de hematologia por ser o melhor anticoagulante para a preservação da morfologia celular. Conheça os modelos na tabela abaixo:

FLUORETO DE POTÁSSIO + EDTA K3 (Tampa Cinza)

Utilizados na dosagem de glicose, lactato e hemoglobina glicada no plasma. O Fluoreto de Potássio é utilizado como inibidor glicolítico e o EDTA K3 como anticoagulante, preservando a morfologia celular.

HEPARINA DE LÍTIO (Tampa Verde)

São utilizados quando é necessário o uso de plasma para determinações bioquímicas. Possuem heparina de lítio jateada na parede do tubo. Estes aditivos são anticoagulantes que ativam as enzimas antiplaquetárias, bloqueando a cascata de coagulação.

SEM ADITIVO (Tampa Branca)

O tubo de coleta de sangue sem aditivo é utilizado como tubo de transporte para amostras, inclusive para provas de líquido cefalorraquidiano (LCR).

 

Imediatamente após a coleta (independente do tubo), esses tubos devem ser homogeneizados por inversão (geralmente invertê-los de 5 a 10 vezes suavemente). Respeite também o volume crítico de amostra indicado e permitido para cada tipo de tubo. Não existe um acordo internacional de codificação por cores, mas a maioria dos fabricantes segue uma padronização de cores de tampas, ajudando a evitar a possibilidade de erros pré-analíticos.

Quando o paciente tiver apenas exames de coagulação, deverá ser coletado primeiro um tubo de descarte. Isso é devido ao fato de o primeiro fluxo de sangue coletado conter os fatores de coagulação, principalmente a protrombina, que altera os resultados.

Existe uma sequência de tubos na hora da coleta de sangue?

A sequência dos tubos recomendada durante a coleta é baseada na CLSI (CLSI H3-A6, Procedures for the Collection of Diagnostic Blood Specimens by Venipunctures, 6th Ed.) e deve ser respeitada, para que evite a contaminação por aditivos nos tubos subsequentes (contaminação cruzada dos aditivos gerando resultados alterados), quando há coleta de diversos analitos no mesmo indivíduo.

Sequência de coleta para tubos plástico pela CLSI H3-A6

1. Frascos para hemocultura.

2. Tubos com citrato de sódio (azul).

3. Tubos para soro com ativador de coágulo, com ou sem gel separador para obtenção de soro (amarelo e/ou vermelho).

4. Tubos com heparina (verde).

5. Tubos com EDTA (roxo).

6. Tubos com fluoreto/EDTA (cinza).

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A Splabor também colocou em seu portfólio outros itens que fazem parte da Rotina de  Coleta de Material Biológico:

Qualquer dúvida técnica sobre os equipamentos contidos no portfólio SPLABOR e cotações, entre em contato com o Departamento de Vendas ([email protected]) que encontra-se à disposição.

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REFERÊNCIA:

-Base de dados do fabricante dos tubos

-Procedimentos De Coleta De Sangue Venoso. In Recomendações Da Sociedade Brasileira De Patologia Clínica/Medicina Laboratorial Para Coleta De Sangue Venoso. Editora Manole Barueri, SP. 2ª ed 2009.

-Materiais para coleta de sangue venoso. In Recomendações Da Sociedade Brasileira De Patologia Clínica/Medicina Laboratorial Coleta e Preparo da amostra biológica. Editora Manole. Barueri, SP. 2010.

-Manual de Coleta de Sangue – SBPC, 2015