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O cerrado consome menos água e é mais resistente ao calor e a aridez. Estudos da equipe da bióloga Alessandra Fidelis, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, realizando experimentos com diversas sementes do Cerrado. Ao contrário do que seria esperado, não foram encontradas evidências de que a exposição à fumaça e altas temperaturas favoreça a quebra da dormência e a germinação das sementes do Cerrado. Ao mesmo tempo, o estudo comprovou que a maioria das sementes resiste às altas temperaturas, ou seja, resiste à passagem do fogo.“A ideia era verificar se as sementes com tegumento (casca) impermeável poderiam ter a sua dormência quebrada com a passagem do fogo, ou seja, se o calor poderia romper a casca para deixar a água entrar e a semente germinar. E também verificar se as sementes com tegumento permeável seriam estimuladas a germinar pela fumaça”, diz Fidelis.

A pesquisa, que teve apoio da FAPESP, teve resultados publicados em artigo que foi destaque de capa da edição de março da revista Biotrópica.
Todos os experimentos foram realizados em laboratório, sob condições controladas. Foi empregada a mesma sequência de experimentos dos estudos feitos com as sementes de espécies da vegetação mediterrânea.

Para simular o calor da queimada exercido sobre as sementes, foi utilizada uma mufla, estufa especial para altas temperaturas. Em seu interior, as sementes foram expostas a temperaturas de 60°C, 100°C, 150°C e 200°C, por períodos de 1, 3 e 5 minutos. “O fogo no campo atinge temperaturas muito elevadas, de até 400-600°C, mas por apenas alguns segundos. Caso tais temperaturas durassem mais tempo, as sementes não germinariam, pois haveria morte do embrião”, diz Fidelis. “Geralmente, temperaturas entre 100°C e 200°C permanecem por mais tempo. É a exposição a estas temperaturas que tem o potencial de estimular a germinação das sementes.”

Esses resultados sugerem que, pelo menos quanto às espécies estudadas, a exposição ao fogo não propicia a aceleração da germinação. A constatação mais importante do trabalho foi verificar que, apesar de as seis espécies não terem sido estimuladas pela fumaça e pelas altas temperaturas, a maioria delas resistiu à exposição acima de 100ºC. Esse resultado mostra que grande parte das sementes dessas espécies resiste à passagem do fogo no Cerrado.

A mufla tem grande importância sobre diversos estudos na área farmacêutica e pesquisas , entre eles a determinação de resíduo por incineração

Vamos a um exemplo de como se utiliza uma Mufla:

  • Calcinar previamente cadinho de porcelana em mufla a 450 °C por 30 min;
  • Resfriar em dessecador;
  • Tarar o cadinho – anotar o P1;
  • Pesar no cadinho exatamente cerca de 3 g da droga – anotar o P2;
  • Distribuir a amostra uniformemente no cadinho;
  • Em capela de exaustão , colocar o cadinho inclinado sobre um suporte e iniciar a combustão com chama pequena do bordo superior ao fundo do cadinho, aumentando o aquecimento gradativamente;
  • Após completa combustão (ausência de fumaça), calcinar em mufla a 450 °C por 2 h (eliminação total do carvão);
  • Resfriar o cadinho em dessecador e pesar – anotar o P3;

OBS.: caso o carvão não tenha sido eliminado, resfriar o cadinho e seguir a técnica abaixo!

  • Adicionar ao resíduo 2 ml de água destilada ou solução saturada de NH4NO3 (oxidante);
  • Evaporar em banho maria de laboratório até secura;
  • Calcinar em mufla a 450 °C até peso constante – anotar P3.

Cálculos

P1 → cadinho vazio

P2 → cadinho + droga

P3 → cadinho + cinzas

Exemplos

P1 = 45,3654 g
P2 = 48,8702 g
P3 = 45,7683 g

(P2 – P1)   =   3,5048 g    (tomada de amostra da droga)

(P3 – P1)   =   0,4029 g    (total de cinzas)

Cálculo do percentual

3,5048 g de droga      –        0,4029 g de cinzas
100 g de droga      –        x

                                     x = 11,49 g% de cinzas

 

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Fonte:http://agencia.fapesp.br/estudo-testa-resistencia-da-vegetacao-do-cerrado-as-queimadas/23032/

http://www.sbfgnosia.org.br/Ensino/cinzas.html