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A biosesegurança é definida como um conjunto de medidas voltadas a prevenção, minimização ou eliminação de riscos no laboratório. Seja ele de ensino, pesquisa, produção, desenvolvimento tecnológico.

Existem algum fatores de riscos que precisam ser considerados: A manipulação de células tronco e riscos relacionados a fatores físicos, biológicos e químicos. Dentro dos laboratórios de microbiologia e laboratórios de  parasitologia convivem pessoas, equipamentos de laboratório, reagentes químicos, amostras biológicas e resíduos gerados pelas atividades.

Boas práticas laboratoriais (BPLs)

Conforme MASTROENI (2005) e ARAÚJO et al. (2009), as BPLs padrões constituem um conjunto
de normas, procedimentos e atitudes de segurança, asquais visam a minimizar os acidentes que envolvem asatividades desempenhadas pelos laboratoristas, bem
como incrementam a produtividade, asseguram a melhoria da qualidade dos serviços desenvolvidos nos
laboratórios de ensino de microbiologia e parasitologia e, ainda, auxiliam a manter seguro o ambiente. A utilização das BPLs requer a aplicação do bom senso e prudência dos profissionais e acadêmicos ao
desenvolver cada atividade. Cabe aos coordenadores e professores dos laboratórios de ensino de microbiologia e parasitologia o incentivo e a fiscalização da aplicação das normas e dos procedimentos padrões e específicos, permitindo, com isso, a manutenção de um ambiente seguro e confiável a toda equipe do laboratório.

As BPLs padrões nos laboratórios de ensino de microbiologia e parasitologia devem ser conhecidas, aplicadas por todos os usuários
e compreendem:

1. restringir o acesso de pessoas ao laboratório, somente os indivíduos autorizados pelos
coordenadores e professores podem ingressar nos ambientes laboratoriais;
2. observar os princípios básicos de higiene, entre eles: manter as mãos limpas e unhas aparadas; sempre lavar as mãos antes e após vários procedimentos (manuseio de materiais biológicos viáveis; uso das luvas; antes de sair do laboratório; antes e após a ingestão dos alimentos e bebidas, etc.). Se não existirem pias no local, deve-se dispor de líquidos anti-sépticos para limpeza das mãos;
3. proibir: a ingestão e/ou o preparo de alimentos e bebidas, fumar, mascar chicletes, manipular lentes de contato, a utilização de cosméticos e perfumes, o armazenamento de alimentos para consumo nas áreas
de manipulação de agentes biológicos e químicos. Em todos os laboratórios deve haver uma área designada como refeitório;
4. pipetar com a boca é expressamente proibido e jamais se deve colocar na boca objetos de uso no laboratório (canetas, lápis, borrachas, pipetas, entre outros);
5. utilizar calçados de proteção: fechados, confortáveis, com soldado liso e antiderrapante;

 


6. usar as luvas de procedimentos somente nas atividades laboratoriais e evitar tocar em objetos de
uso comum;
7. trajar roupas de proteção durante as atividades laboratoriais, como: jalecos, aventais, macacões, entre outros. Essas vestimentas não devem ser usadas em outros ambientes fora do laboratório, como: escritório, biblioteca, salas de estar e refeitórios;
8. evitar o uso de qualquer tipo de acessórios/adornos durante as atividades laboratoriais;
9. manter os artigos de uso pessoal fora das áreas designadas às atividades laboratoriais;
10. organizar os procedimentos operacionais padrões (POP) para o manuseio dos equipamentos e técnicas
empregados nos laboratórios;
11. garantir que a limpeza dos laboratórios (bancadas, pisos, equipamentos para laboratório, instrumentos para laboratório e demais superfícies) seja realizada regularmente antes e imediatamente após o término das atividades laboratoriais. Em caso de derramamentos, dependendo do tipo e quantidade de material biológico disseminado, pode-se empregar, para a descontaminação do local: álcool a 70% ou solução de hipoclorito de sódio, preferencialmente, a 10%, deixando agir por 30 minutos e após remover com papel absorvente;


12. assegurar que os resíduos biológicos sejam descontaminados antes de ser descartados;
13. manusear, transportar e armazenar materiais (biológicos, químicos e vidrarias) de forma segura para
evitar qualquer tipo de acidente. O manuseio de produtos químicos voláteis, metais, ácidos e bases
fortes, entre outros, necessita ser realizado em capela de exaustão de gases. Os reagentes químicos inflamáveis precisam ser manipuladas com extremo cuidado, evitando-se proximidade de equipamentos e fontes geradoras de calor;
14. usar os EPIs adequados durante o manuseio de produtos químicos;
15. identificar adequadamente todos os produtos químicos e frascos com soluções e reagentes, os quais
devem conter a indicação do produto, condições de armazenamento, prazo de validade, toxidade do produto
e outros;
16. acondicionar os resíduos biológicos e químicos em recipientes adequados, em condições seguras e encaminhá-los ao serviço de descartes de resíduos dos
laboratórios para receberem o seu destino final;
17. afixar a sinalização adequada nos laboratórios, entre elas, incluir o símbolo internacional de Risco Biológico na entrada dos laboratórios a partir do NB-2;
18. instituir um programa de controle de roedores e vetores nos laboratórios;
19. evitar trabalhar sozinho no laboratório e jornadas de trabalho prolongadas;
20. providenciar treinamento e supervisão aos iniciantes nos laboratórios;
21. disponibilizar kits de primeiros socorros e promover a capacitação dos usuários em segurança e emergência nos laboratórios.

 

 

 

A cabine de segurança biológica é o principal equipamento em um laboratório de microbiologia, capaz de proteger usuário amostras e meio ambiente. A cabine de segurança biológica é dividida em classes I e II.

Todas as capelas de segurança biológica possuem lâmpada ultravioleta.
A radiação UV-C com comprimento de onda de 254 nm é a que possui a maior atividade germicida, letal para bactérias, esporos, vírus, fungos, algas, embora as doses inativantes sejam variáveis. A UV-C é absorvida por materiais orgânicos, e sua habilidade de penetração é baixa. Por isso, a limpeza das superfícies antes da exposição à UV-C é necessária.
Após a utilização da Capela de Segurança biológica deve ser descontaminada com a luz Uv, a utilização de soluções descontaminantes depende da concentração, o Ministério da Saúde recomenda a solução de fenol a 5% e solução de álcool a 70%

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Qualquer dúvida técnica sobre os equipamentos contidos no portfólio SPLABOR, entre em contato com o Departamento de Vendas ([email protected])

 

 

 

 

 

Fontes:

http://www.scielo.br/pdf/cr/v43n1/a0313cr4897.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442008000400005