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A biologia molecular – ciência que estuda os padrões moleculares com base no aprofundamento genético e bioquímico – evolui cada vez mais para colaborar em técnicas de pesquisa e desenvolvimento, e até mesmo no diagnóstico de doenças e compreensão da vida humana. Esses padrões definem as estruturas e funções do material genético e seus produtos de expressão (proteínas), analisa a interação entre diversos sistemas celulares e também a interação entre DNA (ácido desoxirribonucleico) e RNA (ácido ribonucleico) e a síntese proteica.

As técnicas presentes neste ramo da biologia são as mais diversas possíveis, e entre elas está a de PCR em tempo real.

Antes de explicar o que seria essa técnica, é importante abordar a reação de PCR convencional. A técnica de PCR (Polymerase Chain ou Reação em Cadeia da Polimerase) é um método utilizado para fazer muitas cópias de uma determinada parte do DNA, ou seja, consiste na amplificação “in vitro” de uma região específica de DNA com intuito de aumentar o número de cópias deste, com o objetivo de produzir material suficiente para as diversas análises. Basicamente ocorre em três etapas:

1–Desnaturação: a dupla fita de DNA é separada sob uma temperatura de 95°C.

2–Anelamento ou Hibridização: os primers se ligam às suas sequências complementares de DNA (a região que se pretende amplificar) e servem como iniciadores para a enzima polimerase. Geralmente essa etapa ocorre sob temperaturas de 60 a 64°C.

3–Extensão ou Polimerização: após identificação do ponto de partida, a taq polimerase liga-se a fita sinalizada pelo primer, complementando-a, e inicia a sequência que será replicada, formando novamente uma fita dupla de DNA. Normalmente ocorre sob temperatura de 72°C.

De 40 a 60 ciclos como este são realizados, promovendo a amplificação de uma região que se pretende analisar (loco humano específico ou material genético de microrganismos).

Já a PCR em Tempo Real ou também denominada qPCR ou PCR Quantitativa foi descrita pela primeira vez em 1993 por Higuchi e seus colaboradores que acoplaram uma câmera de vídeo monitorando a PCR durante todos os ciclos para detectar a fluorescência. Ela é uma variante da reação de PCR convencional, pois a amplificação e a detecção ocorrem simultaneamente. Consequentemente o resultado é visualizado em tempo real durante a amplificação da sequência de interesse, com possibilidade de gerar resultados quantitativos com maior precisão. Essa quantificação é mensurada pela quantidade de produto amplificado durante cada ciclo (através da fluorescência emitida). Esta metodologia utiliza um equipamento com sistema de monitoramento da emissão de fluorescência, como por exemplo o Termociclador. Esta é a diferença entre o termociclador pcr convencional e o termociclador pcr tempo real.

Abaixo citaremos algumas vantagens quando comparam-se as técnicas:

Qualquer dúvida técnica sobre os equipamentos contidos no portfólio SPLABOR e cotações, entre em contato com o Departamento de Vendas ([email protected]) que encontra-se à disposição.

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