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 Autoclave – Sua história e Quais Segmentos Precisam Utilizá-la

O blog SPLABOR já abordou diversos temas envolvendo o Equipamento para Laboratório denominado Autoclave. Não é novidade também que muitos usuários já esclareceram dúvidas sobre qual a diferença entre esterilização por autoclave e estufa (confira aqui para saber mais); qual a relação entre autoclave e o teste de esterilização (clique aqui para obter este conhecimento também); e até mesmo porque a ANVISA recomenda o uso de uma autoclave (disponível aqui).

O fato é que este equipamento Autoclave é considerado essencial para aplicações onde o cliente deseja esterilizar materiais laboratoriais e sempre há curiosidades a seu respeito. Historicamente, de acordo com Fernando Bustamante, tudo começou em 1885 quando Pasteur divulgou a invenção da vacina contra a raiva – invenção estimulada pela morte de seu filho de cinco anos em 1871, devido à mordida de um cachorro (Pasteur havia prometido que faria algo para que nunca mais houvesse esse tipo de morte infantil). Posteriormente, em 1874, pediu para que seu amigo microbiologista francês, Charles Chamberland, inventasse algo que fosse capaz de eliminar os micro-organismos que contaminavam suas experiências no desenvolvimento da vacina contra a raiva. Chamberland somente começou a evoluir neste assunto quando um dia, observando sua mãe cozinhar, percebeu que as batatas cozidas ficaram em cima da mesa por dois dias, sem a proliferação de micro-organismos.

Com essa percepção, Chamberland levou uma panela de pressão (conhecida na época como biodigestor – inventado por Dennis Papin em 1680) para seu laboratório e começou a testá-la com instrumentos laboratoriais. A partir deste momento, foi inventada a primeira autoclave de esterilização por vapor de água saturada.

No entanto, como toda descoberta envolve investimentos (principalmente financeiro), Pasteur não tinha dinheiro para montar um laboratório de desenvolvimento e até tentou obter ajuda do Governo Francês e também Inglês. Com a recusa destes, ocasionalmente Pasteur recebeu a visita de D. Pedro II em sua casa solicitando uma entrevista, em 1878. D. Pedro II financiou o famoso instituto Pasteur e em 1880, Charles Chamberland recebeu a missão de seu amigo para inventar a autoclave. Toda essa história foi aprendida por Fernando Bustamante no Instituto Pasteur em Paris.

Primeira Autoclave

Quais ambientes laboratoriais precisam de uma Autoclave?

Além disso, quais tipos de materiais pode-se autoclavar?

Agora que você já sabe um pouco mais da história, lembre-se que a autoclave pode estar presente em diversos segmentos – ou seja, desde um pequeno laboratório de análises clínicas, rotinas diárias de laboratórios de universidades, procedimentos de esterilização de materiais em institutos de pesquisas, indústria farmacêutica /química, até em um laboratório de microbiologia, entre outros. Cada fabricante, do material a ser esterilizado, irá informar se o mesmo pode ser autoclavado ou não, porém geralmente os materiais compatíveis são: frascos de cultura de células, instrumentos cirúrgicos, vidrarias de laboratório, ponteiras para micropipetas, meios de cultura, frascos reagente autoclavável e aço inoxidável. Já os não compatíveis seriam os exemplos a seguir: polietileno, poliuretano, poliestireno, reagentes químicos (ácidos, bases e solventes orgânicos) e aço que não seja inoxidável.

Cuidados ao utilizar a autoclave:

– Utilize sempre jaleco, óculos de proteção, sapatos fechados e luvas resistentes ao calor para remover os materiais, principalmente vidraria quente.

– Prepare o material a ser autoclavado. Muitos materiais devem ser embalados em papel craft (cor marrom) antes do procedimento – exemplos: placa de petri, tubo de ensaio , enlermeyer, Becker, pipetas etc.

Um dos itens imprescindíveis no momento de se utilizar a autoclave são os Sacos para autoclave, autoclaváveis a 121° C.

– Leia atentamente as recomendações do fabricante de autoclave.

Conte com o apoio do departamento de Assessoria Científica SPLABOR – [email protected] – no esclarecimento de dúvidas,

Para cotações encaminhe um e-mail ([email protected])

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